1 de junho de 2010

GRATIDÃO EM BAIXA!

A imprensa que tanto cobra coerência, seja de políticos ou qualquer outra figura pública, parece colocar o futebol num outro patamar, acima do bem e do mal, como se não pudesse em determinado grau refletir a sociedade em que vivemos.
O capitalismo propala que os fins justificam os meios. Mercantiliza sentimentos e relativiza comportamentos.
A escolha dos jogadores para a copa do mundo pelo Dunga obedeceu a uma lógica que está em desuso nos dias de capitalismo neoliberal.
Para quase todos, a seleção brasileira tem de ser composta pelos melhores, independente do histórico e do comprometimento demonstrados pelos jogadores.
Pelo menos dois dos jogadores selecionados desagradaram aos jornalistas e em conseqüência grande parte da população, Kleberson e Doni.
Pessoalmente acho que ambos não têm bola pra jogar uma copa do mundo, principalmente pela seleção brasileira, mas muitos esquecem que na Copa América de 2007, vários figurões se negaram a participar na Colômbia da competição continental e o Doni “comprou” uma briga com o Roma e hoje amarga a reserva e às vezes nem isso. Sua convocação nada mais é que um reconhecimento ao seu compromisso com a seleção.
O Kleberson sofreu uma contusão em um jogo da seleção e ficou vários meses sem jogar, Dunga se lembrou disso, quase todos se esqueceram.
O capitalismo que descarta produtos, descarta também pessoas. No futebol descarta jogadores, que em última instância são também transformados em mercadorias!

24 de maio de 2010

ESCOLA MUNICIPAL DE BANGU É NOVAMENTE DEPREDADA!

Em visita às escolas de nossa regional constatamos que a EM Pres. Médici foi novamente depredada. A U.E. tem sido alvo de constantes ataques do vandalismo. Em recente visita da SME à escola foram prometidas obras e até agora elas não começaram.
O aspecto da escola hoje era desolador, telhas francesas espatifadas no pátio, funcionários e professores tristes e cabisbaixos, um silêncio mortiço num ambiente que deveria estar fervilhante de vida.
Há que ser aberto um diálogo da escola com a comunidade.
Há que se lotar a escola com funcionários e professores para que ela, que já foi uma referência no bairro, junto à comunidade elabore seu projeto pedagógico, que hoje é imposto, sem a discussão da comunidade escolar.
Trazer a comunidade é condição para uma educação de qualidade, e para isso o funcionamento da U.E. deve ser pleno. Pleno de investimento da prefeitura, investimento na comunidade e nos profissionais.
Vamos cobrar uma atitude da SME.

23 de maio de 2010

OS CARIOCAS NA 3ª RODADA!

Sábado tivemos no Engenhão um jogo com duas facetas diferentes.
Antes do primeiro gol do Fogão vimos um Goiás bem postado, saindo veloz e eficazmente nos contra-ataques e não nos deixando opções. Pelo nosso lado, e já disse isso, não sabemos jogar em casa, a nossa tática funciona bem quando esperamos o adversário em nosso campo, quando precisamos tomar a iniciativa do jogo ficamos perdidos, trocando bola na nossa intermediária, irritando a torcida.
Após o gol de Lúcio Flávio e o imediato segundo gol de Somália, o Goiás se perdeu, perdeu seu goleiro expulso e facilitou a nossa vida. O terceiro gol foi questão de tempo, pois aí sim o Fogão passou a jogar como gosta, partindo no contra-ataque.
Poderíamos ter enfiado uma goleada histórica não fosse o preciosismo e individualismo do Caio, que está se achando.
O próprio Caio ainda deixou o Botafogo numa situação complicadíssima quando empurrou o Herrera, causando a expulsão de ambos. Ficamos sem dois jogadores durante quase 10 minutos e ainda ficamos sem o ataque titular para o dificílimo jogo de quarta contra o Cruzeiro. Alguma coisa tem de ser feita a esse respeito.
No mais terminamos o sábado na liderança do campeonato e a rodada como o melhor do Rio, o que não quer dizer muita coisa.
No domingo três jogos completaram a participação carioca na rodada.
O Flu, apesar de ter pressionado o Curíntia no segundo tempo, abusou de perder gol e perdeu mais uma partida. Essa derrota prova mais uma vez que técnico não ganha jogo. Ser campeão com timaços é mole, quero ver o Murici tirar leite de pedra com esse time. Mas justiça seja feita, o tricolor teve dois impedimentos lhe imputados indevidamente.
O Vasco segue sua sina de não vencer. Termina a rodada em penúltimo, apresentando um futebol muito ruim. O time é fraco, só o Coutinho se salva.
O time da “nassão” ganhou do “fortíssimo” Grêmio “Itinerante” e pra variar com dois pênaltes mandraques e um gol de canela sem querer do “anão moral”. Segundo Sérgio Du Bocagge, da TVE o “cabecinha” pegou duas ou três bolas dificílimas.
Enfim, como na semana passada o Fogão é o melhor do Rio. No meio da semana temos a 4ª rodada do brasileirão e cariocas em ação.

COISAS QUE SÓ ACONTECEM AO BOTAFOGO!

Os meios de comunicação das organizações Grobo insistem em menosprezar o Botafogo e sua torcida. Como um dos bastiões da manutenção do status quo, prefere o time da nassão. Sempre que possível dizem que o Engenhão vive vazio e até pra dizer que o Botafogo teve o maior público do campeonato até o momento, introduzem o assunto dizendo da falta de público no Estádio.
Esquecem de dizer, porém que um dos maiores colaboradores do esvaziamento não só do Engenhão, como dos outros estádios do Brasil é a própria Grobo, com seu monopólio das transmissões, determinando horários esdrúxulos, não respeitando tradições ou a saúde de atletas, como recentemente no Campeonato Carioca, quando obrigou jogos às 16 horas no horário de verão, quando o bom senso, a fisiologia e a justiça mandavam adiar os jogos por pelo menos 1 hora.
A última é ter inventado jogo do Botafogo no sábado às 16 horas, coincidindo com a final da Liga dos Campeões da Europa, um jogo de grande apelo popular, que será inclusive transmitido pela própria Grobo.
É a aposta no fracasso e esvaziamento, para depois tripudiar. É a suprema submissão aos interesses mais espúrios e anti-botafoguenses. Acorda diretoria, faça alguma coisa!

15 de maio de 2010

DIREITOS HUMANOS PARA AS CALENDAS GREGAS!

O recente recuo do governo Lula no texto da proposta de Programa Nacional dos Direitos Humanos, desnuda três aspectos fundamentais desse governo. Em primeiro lugar a inapetência para a implementação de políticas mais radicais no sentido da democratização e humanização de nossa sociedade. Bastou a grita da Igreja, da grande mídia, dos milicos e do grande latifúndio e nem a defesa por setores populares de medidas que pudessem minimizar o caráter desumanizante do capitalismo brasileiro, atrasado secularmente com relação à países capitalistas mais centrais, para que o que é uma aspiração histórica dos setores progressistas fosse esquecido e apagado do texto inicial. Bastou que esses setores atrasados e comprometidos com o golpe militar de 64 pegassem o chinelo para que o governo recuasse com o rabinho entre as pernas.
Um segundo aspecto que caracteriza o governo Lula é a via que escolheu para fazer prevalecer suas propostas. A discussão com a sociedade, com o movimento popular organizado, com os sindicatos e entidades representativas dos trabalhadores nunca ocorreu. O campo privilegiado de debate tem sido com o Congresso, usando e abusando da troca de favores.
Em terceiro lugar, o governo quando confronta os interesses da classe dominante, costumeiramente foge da disputa. Aposta no consenso de classe. E como não existe consenso possível entre classes sociais antagônicas, acaba cedendo aos interesses da classe dominante.
Com mais essa capitulação e cedamos mais e mais vidas de trabalhadoras aos abatedouros a que recorrem para fazer o aborto que o Estado continuará a tratar como crime. Às castas privilegiadas sobram clínicas DOOR.
Continuaremos privilegiando uma religião em detrimento de outras, discriminando as profissões de origem afro-brasileiras e também quem não tem nenhuma religião.
Reforma agrária e controle sobre a podridão enfiada goela à baixo da população por uma mídia vendida é uma quimera, ainda muito distante da realidade.

10 de maio de 2010

INDIGNIDADE NO TRANSPORTE POPULAR!

A população trabalhadora do Rio de Janeiro, e com certeza do Brasil, sofre com o transporte coletivo e de massas.
Só quem já ficou até horas esperando um ônibus, teve de andar quilômetros por sobre os trilhos e dormentes após a avaria de trens, precisou de kombi sem a mínima condição de rodar, sabe o que é a indignidade a que está submetido.
Recorro novamente a esse tema, pois recorro todos os dias a esse meio de transporte.
É indigno ficar esperando uma kombi velha, caindo aos pedaços e quando ela passa o motorista lhe mostra aquele gesto característico de cheio. Você se sente preterido, excluído, relegado. É assim que se sentem milhões de cariocas que em suas comunidades utilizam esse tipo de transporte.
É indigno se acotovelar em ônibus lotados e viajar em pé da Zona Oeste ou da Baixada até o centro da cidade numa Av. Brasil sempre engarrafada. Você se sente invadido, vazio de privacidade, violentado.
É indigno viajar num trem do metrô super lotado, a ponto de não poder levantar o pé e ler e ouvir propagandas da empresa desfiando todas as supostas qualidades de um transporte caro e sem qualidade. Você se sente humilhado e enganado.
Em todos esses momentos o sentimento de impotência, de engodo e de indignação se apodera da gente.
Não podemos nos adaptar a esse modelo e engolir nossa indignação com a indignidade que nos é imposta!

5 de maio de 2010

1º DE MAIO!