28 de setembro de 2010

CAOS NA EDUCAÇÃO ESTADUAL! QUEM É O PAI DA CRIANÇA?

Recentemente a imprensa noticiou o mau desempenho do Estado do Rio de Janeiro no IDEB.
Esse índice, apesar de não ser um referencial confiável, visto que padronizado, distante das diversas realidades desse imenso país e imposto pelos órgãos financeiros internacionais, é para os governos um “termômetro” que indica a qualidade da educação básica no Brasil.
Para a população trabalhadora que tem seus filhos nas escolas estaduais e para os profissionais que nelas trabalham, a constatação da péssima qualidade do ensino já foi feita há muito tempo.
O SEPE-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro) tem denunciado os diversos problemas por que passa a educação da rede estadual.
A falta de profissionais na rede talvez seja o mais grave dos problemas.
Entra ano sai ano e temos denunciado à população a carência crônica de professores, serventes, inspetores de alunos, merendeiras e todos os profissionais indispensáveis a uma educação de qualidade.
Às funções administrativas da rede há muito não é feito concurso público. Serventes fazem parte de uma categoria em extinção no Estado. “Cooperativas” são contratadas sem o mínimo de transparência. Para cada trabalhador dessas “cooperativas” o Estado paga à “cooperativa” 2.000 reais, mas o “cooperativado” recebe apenas um salário mínimo, os outros 1.500 reais vão para os donos dessas “cooperativas”, aliados políticos do governador e que lhe dão sustentação parlamentar na Assembleia Legislativa.
Os baixíssimos salários pagos aos professores afugentam quem se aventura ao magistério estadual. Por mês cerca de 600 desses profissionais deixam a rede, o que somado a falta de concurso público, faz com que alunos entrem e saiam da escola sem ter tido aula de diversas disciplinas, como matemática, física, química e história, as mais carentes.
A “solução” encontrada pelo governo foi diminuir a grade curricular do ensino fundamental, tirando um tempo de aula por dia dos alunos, que tinham 6 aulas diárias e agora têm 5. Numa conta aproximada, rouba 200 aulas anuais de nossos alunos e filhos.
Todos sabemos a importância que a informática tem no ensino e aprendizagem dos alunos. Apesar de alardear aos 4 ventos que tem informatizado as escolas, o governo na mesma época em que distribuiu computadores superfaturados aos professores da rede, fechou os pouquíssimos laboratórios de informática existentes na rede, retirando os professores Orientadores Tecnológicos desses laboratórios.
No início do ano instituiu o chamado Conexão Professor, que aparentemente informatiza o trabalho pedagógico, mas que na realidade serve para monitorar a vida de alunos e professores. Tomando mais um tempo precioso no já escasso período de aula dos alunos, com chamadas preenchidas no computador, assim como um trabalho extra para os professores, que estão sendo coagidos a lançar notas nos computadores. Tarefa que deveria ser desempenhada por secretários escolares, coisa rara no estado.
Coação, assédio moral, falta de democracia são uma constante no dia-a-dia das escolas estaduais.
A conquista da eleição direta para diretor das unidades escolares foi cassada pelo governo Garotinho e consumada por Sérgio Cabral. Alunos, professores, funcionários e comunidade podem votar para presidente da república, governador, deputados e senadores, mas para diretor de nossas escolas tem que ser apadrinhado de algum político da área. Na maioria das vezes são “capatazes” do governo na aplicação das políticas que têm levado a educação do Rio aos limites da indigência. Por isso dobraram a gratificação paga aos diretores.
Falta de merenda, falta de Rio Card aos alunos do 1º ano do ensino médio são mais alguns problemas enfrentados pela comunidade escolar e que fazem da escola estadual do Rio de Janeiro uma das piores do Brasil.

26 de setembro de 2010

MAIS DISTANTE DE TUDO!

Hoje tomamos um balde de água fria.
Chuva chata, frio, menos de 10 mil no Engenhão, time desfigurado.
Os jogos de ontem me encheram de motivação: Cruzeiro perdendo, mulambada perdendo no nosso estádio (espero que pelo menos lhe dê muito azar), os times de baixo encostando nos bandidos.
Só não contava com o Elizeu!
Túlio Souza, grata surpresa, golaço de Edno, LF lento mas nem tão mal, JObson de volta, mas Joel mantêm o time marcando atrás da linha do meio campo. Desse jeito mesmo que ganhemos alguns joguinhos, vamos sofrer até o final do ano!
E o Elizeu!?
De onde surgiu aquele rapaz?
Será que não temos em nossas categorias de base nada parecido ou melhor?
Onde está o Wellington Júnir, que no Carioca entrou em um jogo, jogou bem e ainda marcou um gol?
Será que alguém está ganhando algum com essas transferências mandraques?
E todos aqueles jogadores contratados que desapareceram? Jancarlos, Sandro Silva, etc.?
Alguma resposta tem que ser dada. Assim não dá!

13 de setembro de 2010

BOMBA DO CABRAL 1 ANO DEPOIS!

11 de setembro de 2010

ACORDO SINISTRO ENTRE PREFEITURA E O VASCO!

Li ontem no Lance que o Vasco está fazendo acordo com a prefeitura para criar seu centro de treinamento em Jacarepaguá. Consta do acordo que a prefeitura comprará um terreno, fará casas populares em parte do terreno e cederá outra parte para o clube.
O prefeito é vascaíno.
Pergunto!
Isso é legal?
Sendo legal, seria ético?
Com a palavra o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Câmara de Vereadores!

II Congresso de Educação Física da UNIABEU.

Estive ontem em Belford Roxo participando do II Congresso de Educação Física da UNIABEU. O tema da mesa era futebol e cultura. Estava composta pelo ex-jogador e treinador Zinho e do treinador da seleção brasileira feminina sub-20 Jorge Barcelos e mediada pela professora Leda, pesquisadora da área de história do futebol.
Apesar do papo agradável, os debatedores não contemplaram o tema. Zinho discorreu sobre suas experiências profissionais e “causos” de sua vida de futebolista, como passagem pelo futebol japonês e o título da Copa do Brasil pelo Grêmio. Já o professor Jorge expôs sua metodologia de treinamento com as meninas do clube que treinou nos EUA. Interessante, principalmente pelo público acadêmico presente, mas fora do tema proposto.
A temática: futebol e cultura é muito cativante e pouco debatida no meio acadêmico, com literatura ainda incipiente e pouco difundida.
Precisamos estudar esse fenômeno em seus variados aspectos, pois que como forma de manifestação do movimento culturalmente produzido pela humanidade e a paixão que desperta em toda sociedade, deve tentar ser explicado, pois que também explica muita coisa.

8 de setembro de 2010

3 de setembro de 2010

A DÍVIDA QUE NÃO SE PAGA!

Um artigo no jornal Lance de hoje me chamou bastante atenção.
Trata-se da notícia da existência de uma medida provisória publicada pelo governo, que cria a APO (Autoridade Pública Olímpica), uma estrutura “para-governamental”, que gerenciaria as verbas destinadas à consecução das Olimpíadas do Rio. A cifra que trata o artigo é de 30 bilhões de reais.
A chamada explicita que por normas regimentais do Congresso Nacional, a medida não precisará ir a voto, o que impede qualquer discussão, por mínima que seja.
Não está claro se o orçamento é para todo o período dos jogos ou se anual.
Algumas obras são mencionadas no artigo, todas tratam de corredores rodoviários ligando a Barra da Tijuca a algum lugar.
Os altos salários dos executivos do organismo também chamam a atenção. O maior chega a 20 mil reais.
Num estado que não aplica a verba constitucional na educação e que paga um dos piores salários aos seus professores incomoda muito essa notícia.
Os mais otimistas ou mal-intencionados poderão falar do tal “legado olímpico”. Que legado tivemos com o Pan? As milionárias instalações estão abandonadas. A população e principalmente a juventude de nossa cidade não usufrui de nada do que foi feito. O Engenhão que deveria custar 40 milhões, saiu por 10 vezes mais.
Juntemos a isso tudo, a notícia publicada recentemente, que impede qualquer controle sobre empréstimos contraídos pelo Estado para a Copa do Mundo, e veremos que dinheiro temos de sobra no Brasil, mas pra que bolsos vão e que são elas.