2 de agosto de 2011

OBAMA É O NEGRO QUE O RACISTA GOSTA!

O fim da segunda guerra mundial, em que os comunistas tiveram peso crucial na derrota do nazi-fascismo, criou uma conjuntura propensa ao avanço das forças populares em todo mundo.
A essa ofensiva da simpatia popular ao comunismo a burguesia instituiu a “Guerra Fria”. Esse movimento desembocou em impiedosas ditaduras, principalmente na América Latina.
Naquele momento era imprescindível esmagar qualquer possibilidade de organização e avanço de políticas que mesmo reformistas pudessem criar “novas Cubas” no continente.
Organizações esmagadas, organismos de classe pelegos e fantoches e milhares de militantes mortos depois, verifica-se a tomada/retomada de vários governos de “esquerda”.
No Brasil, o advento do governo FHC (ex-“exilado”) inicia um processo de retirada de direitos dos trabalhadores e concomitante doação do patrimônio público aos grandes capitalistas (sobretudo banqueiros). Esse processo recrudesce com o acesso do ex-metalúrgico Lula ao planalto. Ele mesmo que a burguesia tratava em 1989 como um novo Fidel.
Lula não só mantém a política anterior como a aprofunda. Faz a Reforma da Previdência que nem FHC teve forças para fazer.
Recentemente testemunhamos o que parecia somente coisa de cinema catástrofe, a ascensão de um presidente negro nos EUA (catástrofe, pois quase sempre quando o mundo vai acabar em algum filme, o presidente estadunidense é negro).
Para grande parte da população americana e mundial (como foi para a brasileira a eleição de Lula), um presidente negro poderia redimir um país com um histórico racista, intervencionista, belicoso e imperialista. Pouco tempo se passou.
De concreto continuam as intervenções no Iraque e no Afeganistão, o auxílio bélico/econômico/político à estratégia genocida de Israel na Palestina.
Ontem mais uma constatação sobre a serviço de quem está Obama.
Mesmo contra seu próprio partido Obama aprovou na Câmara dos Deputados um corte de U$ 2,4 trilhões nos gastos públicos (saúde, educação, assistência social) e a possibilidade de contrair empréstimos para poder “honrar” seus compromissos com banqueiros especuladores.
Se no Brasil dizemos que “O PT é a esquerda que a direita gosta!” Sobre os EUA nada mais verdadeiro que as palavras do escritor paquistanês Tariq Ali “O império americano precisava desesperadamente de Obama!”.

17 de junho de 2011

ABAIXO ASSINADO CONTRA A MEDIDA PROVISÓRIA ESDRÚXULA!

Companheiros, a escabrosa medida provisória que proíbe os órgãos de fiscalização de divulgarem os gastos com obras da copa e olimpíada está tendo uma resposta. Um abaixo assinado está circulando pela internet denunciando o absurdo e cobrando medidas do congresso.O endereço é: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N11405

16 de junho de 2011

A GRANA VAI JORRAR! QUANTO? DILMA E CIA NÃO VÃO DIZER!

O governo PT/PMDB/PCdoB/PSB/PDT e outros Pês menos cotados, aprovaram ontem à noite na Câmara dos Deputados, uma Medida Provisória, curiosamente chamada Regime Diferenciado de Contratação (como se não tivéssemos acostumados as maracutaias com o dinheiro público). A Medida Provisória IMPEDE, isso mesmo, impede que informações sobre os preços das obras da copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 sejam divulgados pelos órgãos de controle do estado.
Todos já sabemos que as obras já estão superfaturadas e que com a proximidade dos eventos e o total atraso nas obras os preços subirão mais ainda. A reforma do Maracanã que a princípio pensava-se gastar mais ou menos 500 milhões já está cotada em mais que o dobro.
É público e notório o compromisso dos governos e de entidades como FIFA e COI com as grandes corporações. Querem construir elefantes brancos para enriquecer os grandes grupos capitalistas e garantir “gorjetas” polpudas aos dirigentes estatais e das entidades patrocinadoras dos eventos.
Mesmo governos, já especulam que estádios de Cuiabá, Brasília e Manaus (pelo menos) passada a Copa ficarão às moscas.
No Rio de Janeiro bombeiros e profissionais de educação lutam por salários um pouco menos indignos. Os funcionários de escolas estaduais não querem ganhar menos que um salário mínimo como acontece hoje. Enquanto isso Odebretch, Andrade Gutierres e outras mega empresas vão faturar bilhões. Agora não poderemos nem saber quanto. Só falta o governo nomear palocci, delúbio e zé dirceu para controlar essa torneira bilionária.

9 de junho de 2011

RESPOSTA À EPÍSTOLA DO LÍDER HIERÁRQUICO DA METRO IV AOS SUBALTERNOS DAS ESCOLAS ESTADUAIS!

As escolas estaduais da Zona Oeste, receberam no dia 1° de junho, uma carta do Sr. Ricardo Morais, diretor “pedagógico” da Metropolitana IV, cobrando o lançamento de notas no Conexão Educação. Até aí nada demais.
É tarefa do capataz, cobrar o máximo e oferecer o mínimo. É tarefa do lambe-botas, apoiar a extrema exploração dos trabalhadores em troca de algum capilé. É tarefa do capitão-do-mato, defender o senhor e punir os escravos. Estamos acostumados.
O que causa espécie é a nova forma com que o cupincha do governo vem se reportar aos profissionais da educação.
Diz o senhor Ricardo, que o não lançamento das notas, que para ele é uma “obrigação”, “culminará com sua [do professor] própria desqualificação profissional”.
Assevera ainda o Sr. Ricardo (que diz ser concursado de 2004), que mesmo tão novo na rede já nos diz o que fazer com tanta empáfia, que é como nós, reles docente. Mas apesar disso é um de nossos “líderes hierárquicos”.
Não fala o senhor diretor “pedagógico” sobre a autonomia pedagógica, fundamental a nosso fazer cotidiano. Não cita o senhor Ricardo Morais, diretor “pedagógico” sobre a impossibilidade de exercemos nossa profissão com dignidade com 50/60 alunos em sala de aula (o que em dia de avaliação faz com que alunos sentem nos corredores). Não verbaliza o pau mandado, senhor Ricardo, diretor “pedagógico” da Metro IV, que hoje temos que preparar os alunos para diversas avaliações externas, numa pasteurização que faz inveja às sociedades mais fechadas e autoritárias.
Sr. Ricardo, volte para sua Universidade, leia os pedagogos comprometidos com a classe trabalhadora. Depois disso (e entendendo a educação como um ato político) opte pelo lado dos explorados e volte para sala de aula. Não se rebaixe, em troca de alguns caraminguás, à esse papel ridículo e vexatório.

5 de junho de 2011

PARA ACABAR COM A POBREZA? MATEM OS POBRES!

PARA ACABAR COM A POBREZA? MATEM OS POBRES!

Parecia que eu estava lendo um panfleto nazista ou eugenista do século passado (não que eu já tenha lido um), mas era no jornal “ogrobo” mesmo.
Em editorial publicado ontem, o jornal da elite brasileira, mais uma vez confirma o que já temos denunciado há tempos: um dos grandes inimigos hoje em dia das classes dominantes é a população pobre. O outro é o movimento popular organizado.
Analisando o novo programa do governo Dilma “Brasil sem miséria”, o jornal anuncia 16 milhões de brasileiros vivendo ainda em extrema pobreza. Até aí nenhuma novidade, já estamos acostumados a ler sobre esses índices cavernosos quando se trata das mazelas brasileiras, o novo anacronismo “grobal” se é que isso pode existir, está no fato do editorial dizer que o programa só poderia vingar caso associado fosse com um programa de planejamento familiar.
Muitos poderão argumentar que um programa de planejamento familiar num país como os nosso é fundamental. O jornal, resume-se contudo, a discutir o tamanho das “proles” das camadas a serem beneficiadas pelo programa, que para ele é o grande propulsor da pobreza. Planejar, para o guardião da “moral e dos bons costumes” não significa ter total domínio sobre sua vida, mas diminuir a quantidade de filhos que um pobre possa ter.
Não é a mais absurda concentração de renda e a extrema exploração a que estamos submetidos, os causadores da pobreza do nosso povo.
Não são os séculos de discriminação racial, a expulsão do pequeno camponês de suas terras, a maior concentração de terra que se tem notícia no mundo os alavancadores da miséria de nossa população.
Para acabar com a pobreza basta matar os pobres. Basta reeditar a política de afogar os pobres no rio da Guarda.
O editorial termina com a frase: “MAS a pobreza e a miséria têm mesmo de ser atacadas.” Mais sensato seria: o pobre e o miserável têm mesmo de ser atacados.
Faria mais sentido, pois hoje quem mais põe em risco a estabilidade do sistema são os pobres.

1 de junho de 2011

INFORMES DO XIII CONGRESSO ORDINÁRIO DO SEPE-RJ

De 26 a 28 de maio aconteceu o XIII Congresso Ordinário do SEPE-RJ.
Com mais de 1200 delegados credenciados, o Congresso discutiu uma pauta voltada para o momento político atual e os rumos da educação em nosso país, tendo como chamada “Escola não é fábrica, aluno não é mercadoria, educação não é negócio. Contra a meritocracia e a produtividade na educação!”
No primeiro dia, além das homenagens, credenciamento e apresentações artístico-culturais, tivemos uma mesa sobre políticas educacionais, onde foi denunciado o descaso dos diversos governos para com a educação pública e a tendência neoliberal da privatização do ensino, assim como o incentivo à meritocracia, onde a prioridade está nas avaliações externas associadas aos orçamentos, financiamentos e remuneração dos profissionais da educação.
À noite em uma mesa sobre violência, discutiu-se a grave associação entre violência na escola e desvalorização profissional, que vai da baixa remuneração à precarização da mão-de-obra.
No dia 27 tivemos pela manhã uma mesa de conjuntura e à tarde outra sobre concepção sindical e reorganização do movimento sindical. Na discussão de conjuntura sentiu-se a falta do professor Daniel Aarão Reis, talvez por sentir-se constrangido por ter ajudado o governo federal a construir o sindicato paralelo ao Andes-SN. Os outros palestrantes deram conta do recado, principalmente o professor Roberto Leher.
Na mesa de reorganização sindical referendou-se a necessidade premente de reunificação da CSP-Conlutas e Intersindical e que o momento político atravessado pelo país não permite a pulverização do movimento. Na própria 6ª feira tivemos a defesa das 11 teses gerais apresentadas ao Congresso e logo após a discussão da pauta em grupos de trabalho.
No sábado aconteceu a Plenária Final para aprovação das propostas trazidas dos grupos.
Nas votações mais polêmicas aprovou-se a continuação de nossa entidade fora da CNTE, a limitação aos filiados em concorrerem a apenas duas instâncias dirigentes concomitantemente (hoje não há limite, chegando-se ao cúmulo de candidatos concorrendo pelo SEPE Central e mais 6 núcleos/regionais), manutenção do fundo de 4% para a reorganização do movimento sindical e popular até a unificação, manutenção da eleição proporcional sem cláusula de barreira.
O maior Congresso da história de nosso sindicato contou com muita discussão política, pluralidade de opiniões e ampla exposição de idéias, comprovando mais uma vez ser o SEPE-RJ um dos mais (senão o mais) democrático sindicato do Brasil.
O XIII Congresso do SEPE-RJ reafirmou mais uma vez, que a direita sindical e o neo-peleguismo do PT/PCdoB ainda estão longe de se configurar uma ameaça à combatividade de nossa entidade.

17 de maio de 2011

HOMENAGEM À ENCICLOPÉDIA!

Em homenagem ao aniversário de 86 anos de vida de Nilton Santos, ocorrido ontem, e que por isso mesmo é considerado o dia do BOTAFOGO, reposto (não sei se esse termo existe) uma resenha da autobiografia do monstro sagrado, que li em dezembro do ano passado.

RESENHA
“Minha Bola, Minha Vida” – Nilton Santos- ED. GRYPHUS- 1999
Terminei de ler recentemente a auto-biografia de Nilton Santos “Minha Bola, Minha Vida”.
Afora as maravilhosas passagens em que tornou-se bi-campeão mundial com a seleção brasileira, a vida da “Enciclopédia do Futebol” transcorreu sem as grandes polêmicas e sobressaltos da maioria das grandes celebridades, inclusive futebolísticas, vide Garrincha, Heleno de Freitas e tantas outras personagens controversas.
Mas é a simplicidade que faz com que a leitura flua com leveza e frua de nossa atenção como poucos textos dentre as normalmente enfadonhas biografias.
Nilton fala de sua infância pobre, como pobre éramos quase todos, felizes, sem grandes provações e sem o consumismo das crianças de hoje. A bola de meia, era inteiramente amiga de Nilton, de Cândido e Binininho, fundadores do Fumo, time de várzea da Praia das Flexeiras, na Ilha do Governador no qual debutou Nilton Santos.
Fala de suas amizades com jornalistas como Sandro Moreira, Armando Nogueira, de “personalidades” como Neném Prancha, eterno “filósofo” alvinegro.
O livro conta das amizades com outros jogadores, principalmente Garrincha, seu compadre, com quem conviveu até pós-enterro. Transcreve diálogos e tiradas do craque das pernas tortas como quando Garrincha diz que jogar na seleção é igual a jogar no Botafogo, tal a quantidade de jogadores alvi-negros envergando a amarelinha.
“Meus alunos da “Escolinha de Futebol Nilton Santos”, em Brasília, quando falo e passo filmes do Mané, eles não acreditam, acham que é montagem.
Nilton Santos idolatra o dirigente Carlito Rocha, verdadeiro apaixonado pelo Botafogo, que foi à falência por dar dinheiro seu ao clube, que tratava seus jogadores como filhos e vivia a vida do clube como nenhum outro, como nenhum outro também em suas supertições.
A Enciclopédia relata os acontecimentos das copas em que participou, de 50 no Maracanazo, isenta Barbosa, goleiro execrado por ter tomado o segundo gol uruguaio. Para Nilton Santos, o verdadeiro responsável pelo gol de Varella teria sido Juvenal, beque de área que deveria cobrir Bigode, lateral driblado quase no meio campo.
Nessa Copa do Mundo o já craque Nilton Santos não jogou um só jogo, já sabia, Flávio Costa, o todo poderoso técnico da seleção à época gostava do “zagueiro zagueiro”, disse inclusive que a chuteira do maior lateral esquerdo do mundo de todos os tempos tinha o “bico muito mole”.
Dois fatos aparecem com relevo nos relatos sobre a Copa de 54. O primeiro a quantidade de compras efetuada pela delegação, que causou receio inclusive sobre as possibilidades de prejuízo ao vôo de volta ao Brasil. O segundo fato diz respeito ao total desconhecimento do regulamento por parte da delegação brasileira. No jogo contra a Iuguslávia um empate bastava a ambos, enquanto o adversário passava a bola fazendo o tempo passar no empate em 1 a 1, o Brasil corria desembestadamente atrás do gol da vitória, para desespero dos europeus, que gesticulavam tentando mostrar que aquele resultado beneficiava aos dois times.
Após o empate, os brasileiros cabisbaixos só ficaram sabendo da classificação à próxima fase tarde da noite no hotel.
Em 58 finalmente o título, Nilton Santos consagrado como uma unanimidade, Pelé aparecendo para o mundo e Garrincha assombrando a todos.
Em 62 a consagração e a confirmação de uma geração de ouro do futebol mundial com o Botafogo à cabeceira. Pode-se dizer que o Botafogo ganhou aquela Copa sozinho, pois Garrincha e Amarildo jogaram por eles e por Pelé, que esperava-se ser a grande sensação daquela Copa.
Nilton Santos discorre sobre “treinadores e treineiros”, entre os primeiros cita Zezé Moreira, Vicente Feola, Aymoré Moreira, João Saldanha e Paulo Amaral.
Como treineiro cita Gentil Cardoso, “malandro [...] só gostava dos jogadores que tinham mais nome dentro dos clubes, que eram da seleção. [...] humilhava muito os reservas.”
Nesse mesmo capítulo fala de árbitros e de sua polêmica com Armando Marques.
Num jogo entre Botafogo e Corinthians, no Pacaembu, o dito árbitro marcou um pênalti inexistente, Nilton foi reclamar e “Ele, todo nervosinho, veio falar comigo e colocou o dedo na minha cara. [...] dei-lhe uma porrada.” Nilton Santos justifica: “Já pensaram, eu chegando em casa, ele [meu filho] me cobrando uma atitude...”
Nilton fala ainda dos maiores jogadores que viu jogar, de sua carreira como treinador de futebol e sua experiência com escolinhas de futebol pelo país afora, como no Rio, em Brasília e Campo Grande-MS.
Essa experiência é para a velha Enciclopédia do Futebol uma das mais gratificantes de sua vida.
O livro se encerra com um registro de todos os jogos de Nilton Santos e com fotos de enorme valor histórico do maior lateral esquerdo de todos os tempos, que certa feita arrancou o seguinte comentário de Nestor Rossi, técnico do River Plate, após um primeiro tempo em que Garrincha massacrara Vairo, lateral do alvi-rubro e da seleção portenhos: “[Vairo] Você está vendo aquele jogador ali? Mostrava em direção a mim, estava de uniforme limpo, meias em cima, tranqüilo caminhando para o vestiário – Pois é, ele é o Nilton Santos, é lateral como você. Vá lá perto, passe a mão na perna dele para ver se você melhora. Ali naquelas pernas está o futebol de todos os beques do mundo.”
Espero que todos que tenham lido esta resumo se apeteçam a ler este livro, mais uma página brilhante de nosso futebol e do Glorioso Botafogo!