25 de agosto de 2010

MAIS VIOLÊNCIA NA ESCOLA!

A professora Anna Maria, do CIEP Professora Célia Martins Menna Barreto, em Bangu, foi agredida na manhã de hoje por uma mãe de aluno, na frente de alunos, responsáveis e professores.
Ontem a professora repreendeu o aluno que após quebrar seu apontador, passou a riscar a mesa com o estilete, motivo pelo qual a mãe se sentiu no direito de agredi-la.
A professora, militante desse sindicato, tem 36 anos de magistério em sala de aula e nunca sofrera tal agressão.
O SEPE, por meio da Regional 8, esteve na escola, se solidarizando com a professora e demais profissionais, colocando seus meios a serviço do atendimento à professora.
Justamente num dia em que há um seminário para discutir violência nas escolas nos deparamos com um acontecimento desse tipo.
Até quando presenciaremos fatos como esses?

23 de agosto de 2010

A SUBIDA É íNGREME, MAS...!

Mais uma rodada e mais uma vitória do Fogão. Mais confusão para entrar no estádio, filas enormes e preço do ingresso majorado.
Definitivamente a diretoria do Botafogo não está preparada (ou interessada) para receber o torcedor. Os incentivos para a presença do público não existem, muito pelo contrário.
Apesar da vitória presenciada por mais de 35 mil botafoguenses, o time não jogou bem, a escalação do Somália na lateral direita no lugar do Alessandro desestruturou o meio e tivemos poucas chances de gol. Mais uma vez Fábio Ferreira subiu muito e deixou o dele. Grande zagueiro, tem tudo para se tornar um dos maiores em sua posição, não tomamos gol há 3 partidas.
Único do Rio com vitória na rodada, podemos sonhar com algo mais substancial, com os pés no chão, mas todos os outros devem também manter os seus bem fincados. O nível não é dos melhores.
Quarta-feira é dia de novamente enchermos o Engenhão. Mais um jogo de 6 pontos e mais uma chance de diminuirmos a distância dos 2 primeiros.
PS. Temos de organizar uma campanha contra o empréstimo do Estádio. Principalmente quando o presidente diz que cobrará menos de 6 mil reais por ele. Que joguem onde quiserem menos no Engenhão. Que destruam outros estádios, não o nosso.

DEFENDA O BOTAFOGO!

Custa a crer que o atual presidente do Botafogo seja botafoguense.
O referido faz de tudo para dificultar a vida do torcedor e de tudo para que nosso Estádio fique às moscas.
Em princípio o site oficial do clube trata o Estádio como Stadium Rio, deixando de lado o nome popular ou oficial com a justificativa de ser melhor vendável com esse nome estapafúrdio.
Não fora a iniciativa da torcida em pintar o escudo do time nos muros externos e não veríamos nenhuma referência ao clube no “nosso” Estádio.
Quando o Botafogo enfrenta outros times do Rio com apelo de torcida, o adversário fica nos setores Leste (de frente para as câmeras de TV) e Sul (com melhor acesso ao trem).
Ultimamente a venda de ingressos tem se dado no setor Norte, de pior acesso que qualquer outro.
A venda de ingresso nesses dias que antecedem ao jogo contra o Avaí na loja do Shopping de Bangu só vende inteira, estudantes não podem comprar ingresso, mesmo porque o digníssimo mandatário aumentou os preços da entrada.
A ânsia em ceder o Estádio aos fru-fru e aos bandidos da gávea é enorme, qualquer caraminguá o faz babar.
Gostaria de saber quem é o “artista” responsável pelas estátuas de nossos grandes ídolos que ornamentam a entrada do setor Oeste (talvez seja parente ou amiguinho do chefe). Nem o Garrincha se parece com o Garrincha, nem o Nilton Santos com o Nilton Santos. As estátuas são idênticas. Pelo que vi no jornal, a do Jairzinho não se parece com o Jairzinho.
Vamos caracterizar o Estádio como verdadeiramente do Botafogo, vamos dar ao nosso torcedor o conforto que não temos quando vamos aos estádios adversários. Vamos cobrar pelo ingresso um preço que estimule o torcedor a comparecer ao Estádio, para que não fiquem dizendo que não comparecemos aos jogos.

15 de agosto de 2010

PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA!

Para quem mora nas grandes cidades ou em volta delas pode se perguntar: o que eu tenho a ver com o tamanho que uma propriedade de terra tem ou deixa de ter?
Realmente para nós que vivemos afastados do campo, bastando ir ao supermercado do bairro para abastecer nossa despensa, pode parecer muito distante e desinteressante esse assunto. Mas existe muito mais relação entre o tamanho da propriedade rural com nossa vida cotidiana do que podemos imaginar. Vejamos!
Quando vamos ao mercado abastecer nossa despensa com feijão, arroz, frutas, legumes, café, açúcar e verduras, nos perguntamos quem são os responsáveis pela produção desses gêneros ?
Quando vemos filas tremendas nas portas das empresas, pedintes nas ruas, crescimento desordenado das favelas, nos questionamos como pode toda essa população tão concentrada em tão pequeno espaço geográfico?
Quando vemos na TV, grandes incêndios e derrubada de árvore na Amazônia, sabemos quem são os responsáveis e porque fazem isso?
Quando ficamos chocados lendo nos jornais mais um caso de trabalho escravo no Brasil, nos interessamos em saber em que propriedade isso ocorreu?
Quando noticia-se que mais um trabalhador rural, ou ativista sindical, ou um religioso ligado a luta pela terra foi bárbara e covardemente assassinado procuramos saber o motivo que levou à barbárie?
Todas as respostas a essas perguntas têm uma ligação intrínseca com o tamanho da propriedade rural e a reforma agrária.
Pouquíssimas coisas que compramos no mercado próximo à nossa casa são produzidas em grandes propriedades, ou como gosta de falar a grande imprensa, pelo agro-negócio.
A pequena propriedade é responsável por quase todo o feijão, arroz, milho, ovos, frangos, leite, mandioca que consumos no dia-a-dia.
Os grandes latifúndios preocupam-se com a exportação, nessas fazendas a produção é chamada debênture, não estão preocupados com a segurança alimentar de nossa população.
A grande propriedade rural ocupa cada vez menos mão-de-obra, enquanto que a pequena propriedade é responsável por 74 % de todos os trabalhadores do campo. Quanto mais se concentra a propriedade em menos mãos, mais trabalhadores deixam o campo, inchando as grandes cidades e suas periferias, engrossando o número de desempregados já tão grande nesses centros, carentes em infra-estrutura básica como: moradia, saúde, educação, saneamento, etc.
As queimadas e derrubadas, são provocadas em sua grande maioria para a abertura de espaço para o pasto e plantio de grãos para exportação e de espécies estranhas às florestas com o intuito de suprir as indústrias com pinus e eucalipto.
Grandes usinas de cana-de-açúcar têm sido descobertas utilizando trabalho escravo, de 1995 até hoje foram libertados quase 34 mil trabalhadores de grandes propriedades seja dessas usinas seja de outros latifúndios.
Nos últimos 25 anos, 1.546 trabalhadores foram mortos nos conflitos no campo. Somente 85 casos foram levados a julgamento e apenas 1 mandante de assassinato foi preso, o da Irmã Dorothy Stang, que teve enorme repercussão mundial. Somente a limitação do tamanho da propriedade da terra e a reforma agrária podem dar fim a esse verdadeiro genocídio.

9 de agosto de 2010

MASSACRE!

Massacre é o que melhor traduz o que foi o jogo de sábado entre o Fogão e o galim.
Apesar de um pouco mais de posse de bola dos mineiros, principalmente no 2º tempo, o Botafogo jogou com uma autoridade que há muito não se via. Impôs um ritmo de jogo veloz, pra frente, agudo, vertical, que inviabilizou qualquer esboço de possibilidade de outro resultado que não a vitória gloriosa.
Há alguns jogos o problema do Bota vinha sendo o ataque, a defesa quando muito tomava um gol e o ataque quando muito fazia um golzinho magro. Foi assim contra os presidiários, contra o Guarani e contra o fru-fru. Com a chegada do Jóbson e do Mago o time passou a ter um poder ofensivo maior. O meio parece que também se acertou, o Marcelo Mattos dá uma maior qualidade à cabeça da área. Só não concordo com o Somália com a 10, erra passes inimagináveis, ridiculamente simples e é de uma lentidão tremenda, compensa com muita vontade e uma incansável perseguição aos adversários.
A zaga parece que deu a liga que o Joel tanto buscava, seja com 3 zagueiros usando o Leandro ou o Fael, ou com 2 zagueiros revezando Antônio Carlos, Danny Moraes e Fábio Ferreira. Esse último merece menção especial. Um zagueiraço, joga ereto, olhando pro horizonte, com categoria de um veterano. Deu um ovinho num jogador do Atlético que não me lembro de ter visto um zagueiro fazer igual. Lembra o Luizinho do mesmo Galo de outrora.
Apesar de fraco o time do Botafogo se equipara aos outros times do campeonato brasileiro e portanto pode pensar em G 4 ou até mesmo no título.
É com esse pensamento que Maicossuel e companhia devem encarar todos os próximos jogos!

26 de julho de 2010

RETRATO FIEL DO FUTEBOL BRASILEIRO!

O que se viu ontem no Engenhão é o reflexo fidedigno do futebol brasileiro.
Vimos o então líder do campeonato brasileiro como um timeco, acovardar-se em seu campo para sair em contra-ataques, fazendo falta atrás de falta com o intuito de impedir o ímpeto do time da zona do rebaixamento, com a condescendência do ladrão da vez e de seus comparsas de preto.
Todos meteram o pau no Dunga, mas a verdade é que o Brasil não consegue mais praticar o futebol pra frente que sempre nos caracterizou. A principal preocupação de todos os treinadores, dirigentes e jogadores é a marcação e a defesa, não existe mais lugar para o ataque em primeiro lugar.
A satisfação com que jogadores e técnico tricoletes saíram de campo, envergonha um país que um dia já jogou o melhor futebol do mundo. Um time que já foi chamado de máquina, liderando um campeonato, se comportar como o pior time de várzea. Mas isso é futebol brasileiro.
Do lado do Botafogo mais uma vez se constata que num campeonato ridiculamente fraco tecnicamente, o nosso maior adversário é a arbitragem, lutamos também por um ataque mais eficiente, que consiga matar um jogo em que o adversário se nega a sair de sua própria área.
Dessa vez pelo menos o presidente se posicionou contra a arbitragem. Se fará alguma diferença? Duvido!

13 de julho de 2010

FIM DE COPA: SURPRESAS E CERTEZAS!

Encerrada a Copa do Mundo e minhas suspeitas se concretizaram: a seleção espanhola foi a campeã do torneio.
Foi-se o tempo em que o futebol refletia apenas a técnica e a tática das equipes. Há algum tempo a Copa do Mundo além de encher alguns bolsos, movimentando bilhões de euros, dólares, francos e outras tantas moedas pelo mundo afora, tem um papel fundamental na tentativa de brecar as lutas populares, arrefecer os ânimos dos trabalhadores em suas lutas e jogar uma cortina de fumaça por sobre os diversos problemas e crises em que as elites jogam os povos. Foi assim com as crises nas ditaduras brasileira e argentina, na crise da guerra fria e do petróleo em 74 e agora na pior crise européia pós 1ª guerra.
A despeito da paixão que nos impele a torcer fervorosamente temos de entender que não existe coincidência entre esses fatos, apesar da grobo e a grande mídia querer que acreditemos que o time melhor escalado, estruturado e sortudo, ganha a Copa.
A paixão que nutrimos não pode nos cegar para os fatos.
Apesar de tudo isso o futebol continua sendo um espetáculo, que mesmo com finais previsíveis nesses grandes eventos, maravilhoso.
Vimos belos jogos, grandes jogadores e como não poderia deixar de ser, grandes decepções.
A grande surpresa boa foi o time do Uruguai. Dessa vez a velha garra celeste veio associada a um futebol fluente, com boa marcação, jogadores habilidosos e um excelente Forlán.
Confesso que não conhecia esse jogador. Habilidoso, não tem o que os comentaristas chamam de perna ruim, bate com as duas com precisão e potência. É o faz tudo do time, bate falta, pênalti, escanteio, chuta de fora, cabeceia, volta para ajudar a defesa. Surpreendente. Bem que o Botafogo podia pegar pra fazer um trio com Loco e Herrera.
Com um goleiro melhor e maior a Celeste poderia ter tido uma colocação melhor.
Agora é voltar a acompanhar o Fogão no brasileiro.
Torcer por Herrera, Loco, Mago, Jóbson (a propósito, peguei um autógrafo dele em uma camisa outro dia no Santos Dumont). Um ataque de peso e doido pra fazer na quarta-feira, do time da penitenciária (literalmente), mais uma vítima.