8 de setembro de 2010

3 de setembro de 2010

A DÍVIDA QUE NÃO SE PAGA!

Um artigo no jornal Lance de hoje me chamou bastante atenção.
Trata-se da notícia da existência de uma medida provisória publicada pelo governo, que cria a APO (Autoridade Pública Olímpica), uma estrutura “para-governamental”, que gerenciaria as verbas destinadas à consecução das Olimpíadas do Rio. A cifra que trata o artigo é de 30 bilhões de reais.
A chamada explicita que por normas regimentais do Congresso Nacional, a medida não precisará ir a voto, o que impede qualquer discussão, por mínima que seja.
Não está claro se o orçamento é para todo o período dos jogos ou se anual.
Algumas obras são mencionadas no artigo, todas tratam de corredores rodoviários ligando a Barra da Tijuca a algum lugar.
Os altos salários dos executivos do organismo também chamam a atenção. O maior chega a 20 mil reais.
Num estado que não aplica a verba constitucional na educação e que paga um dos piores salários aos seus professores incomoda muito essa notícia.
Os mais otimistas ou mal-intencionados poderão falar do tal “legado olímpico”. Que legado tivemos com o Pan? As milionárias instalações estão abandonadas. A população e principalmente a juventude de nossa cidade não usufrui de nada do que foi feito. O Engenhão que deveria custar 40 milhões, saiu por 10 vezes mais.
Juntemos a isso tudo, a notícia publicada recentemente, que impede qualquer controle sobre empréstimos contraídos pelo Estado para a Copa do Mundo, e veremos que dinheiro temos de sobra no Brasil, mas pra que bolsos vão e que são elas.

28 de agosto de 2010

DERROTA E CERTEZAS!

A derrota de hoje frente ao Inter (campeão da Libertadores) alertou para algumas certezas quanto ao time do Botafogo e sua forma de jogar.
Em primeiro lugar, ficou claro que precisamos de reservas à altura dos já limitados titulares. A saída dos Marcelos, mesmo ambos não sendo craques, desmontou o sistema defensivo e as saídas ao ataque em velocidade. Se Marcelo Cordeiro já tinha dificuldade de chegar à linha de fundo, o Édson foi um verdadeiro desastre. Tentou cruzar uma bola e causou o que deve ter sido um dos lances mais bisonhos já protagonizados por um jogador profissional. O Fael dispensa comentários, é lutador, é lutador e é lutador e só.
Em segundo lugar, jogando com 4 jogadores na frente, o time não pode ir a campo com uma proposta defensiva tipo os fru-fru. Não sabemos jogar assim. Quando avançamos um pouco mais, tomamos a iniciativa do jogo, criamos diversas oportunidades muito mais claras que o Inter durante todo o jogo.
Em terceiro lugar, a arbitragem continua a mesma. Pelo menos em 3 lances tivemos chances claras de gol e o juiz ajudou o time da casa.
Outra certeza é que Loco entra jogando o próximo jogo. A sua entrada deu outra cara ao time, fez tabela, lutou pelo alto e por baixo e quase deixou o dele em duas ocasiões.
De mais, a declaração do Leandro Guerreiro ao final do jogo, com todos putos com a arbitragem, mansa, pacata e ordeira, como sempre. Tivesse esbravejado, xingado e vociferado, teria pelo menos alentado a torcida.

25 de agosto de 2010

MAIS VIOLÊNCIA NA ESCOLA!

A professora Anna Maria, do CIEP Professora Célia Martins Menna Barreto, em Bangu, foi agredida na manhã de hoje por uma mãe de aluno, na frente de alunos, responsáveis e professores.
Ontem a professora repreendeu o aluno que após quebrar seu apontador, passou a riscar a mesa com o estilete, motivo pelo qual a mãe se sentiu no direito de agredi-la.
A professora, militante desse sindicato, tem 36 anos de magistério em sala de aula e nunca sofrera tal agressão.
O SEPE, por meio da Regional 8, esteve na escola, se solidarizando com a professora e demais profissionais, colocando seus meios a serviço do atendimento à professora.
Justamente num dia em que há um seminário para discutir violência nas escolas nos deparamos com um acontecimento desse tipo.
Até quando presenciaremos fatos como esses?

23 de agosto de 2010

A SUBIDA É íNGREME, MAS...!

Mais uma rodada e mais uma vitória do Fogão. Mais confusão para entrar no estádio, filas enormes e preço do ingresso majorado.
Definitivamente a diretoria do Botafogo não está preparada (ou interessada) para receber o torcedor. Os incentivos para a presença do público não existem, muito pelo contrário.
Apesar da vitória presenciada por mais de 35 mil botafoguenses, o time não jogou bem, a escalação do Somália na lateral direita no lugar do Alessandro desestruturou o meio e tivemos poucas chances de gol. Mais uma vez Fábio Ferreira subiu muito e deixou o dele. Grande zagueiro, tem tudo para se tornar um dos maiores em sua posição, não tomamos gol há 3 partidas.
Único do Rio com vitória na rodada, podemos sonhar com algo mais substancial, com os pés no chão, mas todos os outros devem também manter os seus bem fincados. O nível não é dos melhores.
Quarta-feira é dia de novamente enchermos o Engenhão. Mais um jogo de 6 pontos e mais uma chance de diminuirmos a distância dos 2 primeiros.
PS. Temos de organizar uma campanha contra o empréstimo do Estádio. Principalmente quando o presidente diz que cobrará menos de 6 mil reais por ele. Que joguem onde quiserem menos no Engenhão. Que destruam outros estádios, não o nosso.

DEFENDA O BOTAFOGO!

Custa a crer que o atual presidente do Botafogo seja botafoguense.
O referido faz de tudo para dificultar a vida do torcedor e de tudo para que nosso Estádio fique às moscas.
Em princípio o site oficial do clube trata o Estádio como Stadium Rio, deixando de lado o nome popular ou oficial com a justificativa de ser melhor vendável com esse nome estapafúrdio.
Não fora a iniciativa da torcida em pintar o escudo do time nos muros externos e não veríamos nenhuma referência ao clube no “nosso” Estádio.
Quando o Botafogo enfrenta outros times do Rio com apelo de torcida, o adversário fica nos setores Leste (de frente para as câmeras de TV) e Sul (com melhor acesso ao trem).
Ultimamente a venda de ingressos tem se dado no setor Norte, de pior acesso que qualquer outro.
A venda de ingresso nesses dias que antecedem ao jogo contra o Avaí na loja do Shopping de Bangu só vende inteira, estudantes não podem comprar ingresso, mesmo porque o digníssimo mandatário aumentou os preços da entrada.
A ânsia em ceder o Estádio aos fru-fru e aos bandidos da gávea é enorme, qualquer caraminguá o faz babar.
Gostaria de saber quem é o “artista” responsável pelas estátuas de nossos grandes ídolos que ornamentam a entrada do setor Oeste (talvez seja parente ou amiguinho do chefe). Nem o Garrincha se parece com o Garrincha, nem o Nilton Santos com o Nilton Santos. As estátuas são idênticas. Pelo que vi no jornal, a do Jairzinho não se parece com o Jairzinho.
Vamos caracterizar o Estádio como verdadeiramente do Botafogo, vamos dar ao nosso torcedor o conforto que não temos quando vamos aos estádios adversários. Vamos cobrar pelo ingresso um preço que estimule o torcedor a comparecer ao Estádio, para que não fiquem dizendo que não comparecemos aos jogos.

15 de agosto de 2010

PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA!

Para quem mora nas grandes cidades ou em volta delas pode se perguntar: o que eu tenho a ver com o tamanho que uma propriedade de terra tem ou deixa de ter?
Realmente para nós que vivemos afastados do campo, bastando ir ao supermercado do bairro para abastecer nossa despensa, pode parecer muito distante e desinteressante esse assunto. Mas existe muito mais relação entre o tamanho da propriedade rural com nossa vida cotidiana do que podemos imaginar. Vejamos!
Quando vamos ao mercado abastecer nossa despensa com feijão, arroz, frutas, legumes, café, açúcar e verduras, nos perguntamos quem são os responsáveis pela produção desses gêneros ?
Quando vemos filas tremendas nas portas das empresas, pedintes nas ruas, crescimento desordenado das favelas, nos questionamos como pode toda essa população tão concentrada em tão pequeno espaço geográfico?
Quando vemos na TV, grandes incêndios e derrubada de árvore na Amazônia, sabemos quem são os responsáveis e porque fazem isso?
Quando ficamos chocados lendo nos jornais mais um caso de trabalho escravo no Brasil, nos interessamos em saber em que propriedade isso ocorreu?
Quando noticia-se que mais um trabalhador rural, ou ativista sindical, ou um religioso ligado a luta pela terra foi bárbara e covardemente assassinado procuramos saber o motivo que levou à barbárie?
Todas as respostas a essas perguntas têm uma ligação intrínseca com o tamanho da propriedade rural e a reforma agrária.
Pouquíssimas coisas que compramos no mercado próximo à nossa casa são produzidas em grandes propriedades, ou como gosta de falar a grande imprensa, pelo agro-negócio.
A pequena propriedade é responsável por quase todo o feijão, arroz, milho, ovos, frangos, leite, mandioca que consumos no dia-a-dia.
Os grandes latifúndios preocupam-se com a exportação, nessas fazendas a produção é chamada debênture, não estão preocupados com a segurança alimentar de nossa população.
A grande propriedade rural ocupa cada vez menos mão-de-obra, enquanto que a pequena propriedade é responsável por 74 % de todos os trabalhadores do campo. Quanto mais se concentra a propriedade em menos mãos, mais trabalhadores deixam o campo, inchando as grandes cidades e suas periferias, engrossando o número de desempregados já tão grande nesses centros, carentes em infra-estrutura básica como: moradia, saúde, educação, saneamento, etc.
As queimadas e derrubadas, são provocadas em sua grande maioria para a abertura de espaço para o pasto e plantio de grãos para exportação e de espécies estranhas às florestas com o intuito de suprir as indústrias com pinus e eucalipto.
Grandes usinas de cana-de-açúcar têm sido descobertas utilizando trabalho escravo, de 1995 até hoje foram libertados quase 34 mil trabalhadores de grandes propriedades seja dessas usinas seja de outros latifúndios.
Nos últimos 25 anos, 1.546 trabalhadores foram mortos nos conflitos no campo. Somente 85 casos foram levados a julgamento e apenas 1 mandante de assassinato foi preso, o da Irmã Dorothy Stang, que teve enorme repercussão mundial. Somente a limitação do tamanho da propriedade da terra e a reforma agrária podem dar fim a esse verdadeiro genocídio.